Pesquisa Quaest: Flávio Bolsonaro irá precisar de apoio de Michelle para virar o jogo

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Na nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira, 13, o presidente Lula oscilou positivamente e passou o senador Flávio Bolsonaro. O placar se encontra em 42% contra 41% no segundo turno. Devido à margem de erro, pode ser que não tenha acontecido nada desde a pesquisa anterior. Mas a mudança de números, com certeza, anima um lado da contenda e baixa a guarda do outro. Provavelmente assim será até o dia final das eleições, pois a conjuntura é de um país rigorosamente dividido numa batalha de rejeições.

Flávio, entretanto, ainda hoje não conta com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como trunfo eleitoral. O clã Bolsonaro rachou, aparentemente, pelo fato de Michelle não ter sido nem mesmo consultada sobre a escolha do primogênito para disputar o pleito. Flávio, por outro lado, leva uma surra no eleitorado feminino, segundo a Quaest: perde por 45% a 36%, quase o inverso da intenção favorável entre os homens (39% a 47%). Vai ter que buscar algum tipo de conciliação com a madrasta, ainda mais quando se sabe que a vitória se dará praticamente pelo VAR. Lula, além disso, mantém 24% no eleitorado evangélico, onde votos potencialmente bolsonaristas podem ser buscados.

Lula e Flávio Bolsonaro vão disputar a Presidência em outubro Foto: Wilton Junior/Estadão

De acordo com a pesquisa, o eleitorado de Lula é muito mais forte no Nordeste entre os que recebem o programa Bolsa Família, com renda de até dois salários, ensino fundamental, têm formação católica e possuem mais de 50 anos. Flávio vence nas demais regiões (não com a força de Lula), entre os mais jovens, mais escolarizados e de renda mais alta.

Se imaginarmos geograficamente, são dois Brasis. O azul, de Flávio, ocupa todo o Sul, todo o Centro-Oeste, parte do Sudeste na região ao sul da capital de Minas, Belo Horizonte, e parte da região Norte, incluindo todos os ex-territórios como Acre, Rondônia, Amapá e Roraima (Estado em que Jair Bolsonaro recebeu maior proporção de votos em 2022). No entanto, Lula concentra sua força no Nordeste de forma tão expressiva que pode anular todas as demais vantagens do opositor. Indecisos de centro, uma minoria da minoria, seguem decisivos.

É possível falar de um certo favoritismo de Lula por um motivo razoável: o atual presidente conta com uma série de instrumentos de governo. Mesmo com o déficit, pode jogar dinheiro na economia para melhorar o humor da população. A conta é estimada em R$ 140 bilhões para este ano – após a vitória, se imagina como tapar o rombo. Registre-se que Bolsonaro também abriu o cofre em 2022, Dilma Rousseff em 2014 e assim por diante. Flávio, por outro lado, tem algo do espírito da história atual, que não tem sido favorável aos incumbentes; tome-se o caso do Chile e Argentina. Além disso, o eleitorado brasileiro é majoritariamente conservador. Cravar uma certeza tem hoje algo de saque.



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