A empresa de capacetes de motos Bravo Grafeno, que vende o “capacete do Bolsonaro” e foi fundada em 2024 pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenada em R$ 1,5 mil por danos morais por demorar seis meses para entregar o produto a um cliente. O presidenciável do PL ainda é sócio da companhia, ao lado do irmão e senador eleito Carlos Bolsonaro. Procurada, a campanha de Flávio não respondeu.
O processo foi movido no ano passado por um cliente que comprou um capacete por R$ 630 em 2 de abril pela internet, com entrega prevista para 7 de maio. A companhia foi intimada, mas não se manifestou no processo e faltou à audiência judicial.

Flávio Bolsonaro divulga capacete da Bravo Grafeno, empresa fundada pela família Bolsonaro Foto: Reprodução/Instagram @bravografeno
O produto só foi entregue no fim de setembro, seis meses após a compra, depois que a ação foi encerrada. Segundo o cliente, houve “dor psíquica” com o atraso na entrega, o que frustrou um presente de aniversário a seu filho. A juíza Elaine Cristina de Pinho apontou “dano presumido” pela “falha na prestação do serviço” pela empresa dos Bolsonaros.
‘Assim como eu, esse é 100% brasileiro’, disse Jair Bolsonaro sobre capacete
A Bravo Grafeno foi aberta pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e por Flávio Bolsonaro em 2024, com sede em Brasília e apenas com vendas online. O site da empresa recebe os visitantes com a mensagem “o capacete oficial de Jair Bolsonaro”.
O ex-presidente é o garoto-propaganda da marca em diversos anúncios nas redes sociais. “Esse eu confio, esse é brasileiro”, diz um post com a foto de Bolsonaro. Flávio Bolsonaro gravou vídeos para divulgar o produto, inclusive uma promoção em que o ex-presidente entregaria capacetes aos vencedores de um sorteio.

Ex-presidente Jair Bolsonaro faz propaganda do capacete Bravo Grafeno Foto: Reprodução/Instagram @Bravografeno