A Polícia Civil de Goiás prendeu, no sábado (16), o homem acusado de ser o mandante da chacina que resultou na morte de oito pessoas em uma área de garimpo na divisa entre o Amapá (AP) e o Pará (PA), no início de agosto. O suspeito foi localizado em Samambaia, no Distrito Federal, em uma ação que envolveu diferentes forças policiais e órgãos de inteligência.
A operação foi coordenada pela Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Antissequestro, do Grupo Especial de Investigação Criminal de Luziânia (GO), da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios e da Central Geral de Flagrantes e Pronto Atendimento ao Cidadão.

O trabalho contou ainda com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), vinculado à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), estrutura da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
O titular da Senasp, Mario Sarrubbo, destacou a importância da integração entre diferentes esferas da segurança pública.
“Quando a União e os estados se unem e trabalham de forma integrada, o resultado é sempre positivo. Trata-se de um crime importante, que chocou todo o Brasil, e o resultado hoje é significativo, fruto de um trabalho que envolveu forças estaduais e a União Federal trabalhando com afinco”, afirmou.
Segundo Rodney da Silva, diretor da Diopi, a captura só foi possível pela centralização das informações e uso de ferramentas de inteligência cibernética.
“A coordenação operacional permitiu a convergência de esforços e a captura de um alvo de alta periculosidade”, avaliou.
As investigações apontam que o acusado é o responsável por ordenar a execução dos garimpeiros, crime que ganhou repercussão nacional pela violência empregada. Durante as apurações conduzidas pela Polícia Civil do Amapá, foi identificado também o envolvimento direto de policiais militares e outros comparsas na ação criminosa.
Da redação – Jornal O Grito.
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