Com guerra, Copom indica política mais restritiva e evita direcionamento

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Na ata divulgada nesta terça-feira (24), o Copom (Comitê de Política Monetária) indicou incerteza sobre a manutenção do ciclo de cortes iniciado na última reunião.

No documento, o Comitê indica que o cenário atual é caracterizado por um forte aumento da incerteza, e reafirmou serenidade e cautela na condução da política monetária.

“De forma que os passos futuros do processo de calibração da taxa básica de juros possam incorporar novas informações que aumentem a clareza sobre a profundidade e a extensão dos conflitos no Oriente Médio, assim como seus efeitos diretos e indiretos sobre o nível de preços ao longo do tempo”.

Ao longo o documento, o Copom aponta que o ambiente externo se tornou mais incerto, em função dos conflitos no Oriente Médio, o que exige cautela por parte de países emergentes, como o Brasil. Até o início dos conflitos, as leituras indicavam algum arrefecimento da inflação.

Além disso, os diretores citam novas incertezas com relação à política econômica dos Estados Unidos colaboraram para tornar esse cenário ainda mais incerto.

“Com relação ao balanço de riscos, o Comitê avaliou que os riscos para a inflação, tanto de alta quanto de baixa, que já se encontravam mais elevados do que o usual, se intensificaram após o início dos conflitos no Oriente Médio”, pontua o documento.

A próxima reunião do Copom irá acontecer nos dias 28 e 29 de abril.



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