Postura de aliados de Flávio em debates coloca em dúvida disposição para serem palanques do senador

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No Nordeste, como já esperado, os aliados de Lula se aproveitaram ao máximo da relação com o presidente. O governador Elmano de Freitas (PT), no Ceará, o citou 16 vezes. Cadu de Lula (PT), que leva o nome do presidente até no nome de urna, lembrou do presidente 16 vezes. E, em alguns Estados, o apoio a Lula se deu em dose dupla, como na Bahia, em que Jerônimo Rodrigues (PT) o citou por 14 vezes e, Ronaldo Mansur (PSOL), por mais 20; ou no Maranhão, em que Felipe Camarão (PT) lembrou do petista 17 vezes e, Orlando Brandão (MDB), por mais cinco. Enquanto isso, Ciro Gomes (PSDB), no Ceará, e ACM Neto (União Brasil), esses aliados não declarados, mas que possuem apoio do PL, passaram boa parte do debate se desvencilhando das acusações de que apoiam Flávio.

Toda essa postura refratária ao senador do PL indica preocupação com o desgaste de Flávio e com possíveis novas implicações relacionadas à sua candidatura e não propriamente com o bolsonarismo. O que explica, por exemplo, o fato de que, ao contrário do filho, o pai Jair Bolsonaro ter sido por diversas vezes lembrado pelos aliados.

Isso não significa que esses nomes ao governo vão ignorar Flávio por toda a campanha. Eles participarão de eventos e vão se colocar com Flávio em redes e junto ao público bolsonarista. Afinal, em maior ou menor grau, muitos deles dependem do bolsonarismo para crescer (caso de Douglas Ruas). Mas quando estiverem falando com o público geral, o eleitor médio e independente, como na tela da TV, deram mostras de que não farão um grande esforço de associação.



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